queria dizer que.
mas não há que dizer. já tudo foi dito. pensado.
mas não feito.
recolho-me. reservo-me.
preciso de silêncio.
sábado, junho 23, 2007
quinta-feira, junho 21, 2007
domingo, junho 17, 2007
sexta-feira, junho 08, 2007
elevador
pois pois por onde anda o pensamento o corpo que se desfaz e agarra ao corrimão ou devaneio mais fugaz e à rima fácil ao trambolhão à cambalhota ao riso ao choro ao respirar a visão de alguém a conversa que se recria a informação que chega a vida que parte e de lá do outro lado o sonho que chama e a vida que teme pois pois as noites são longas a insónia é terreno fértil para os pensamentos e agora como é sempre a imagem da cidade como um grito que me chama mas não vou nem sei quando voltarei embora as imagens me chamem a descida do elevador a porta de ferro a padaria a curva da rua a praça e o metro depois as avenidas largas o sol e o céu vistos dos jardins altos o mar que vi tão pouco os risos as mãos o corpo a criar a madeira do chão tudo tão familiar e tão meu as conversas sobre arte a poesia o futuro todo a parecer tão fácil e presente pois pois como recuperar o irrecuperável e deitar fora a saudade fazer de novo o dia cada dia ir em frente inventar a vida de novo de novo de novo para além do pensamento para além da insónia para além do medo para além das escolhas que não soube que não sei para além da ausência para além de mim
domingo, junho 03, 2007
que reste-t-il de nos amours
Que reste-t-il de nos amours?
Que reste-t-il de ces beaux jours?
Une photo, vieille photo de ma jeunesse
Que reste-t-il des billets doux
Des mois d'avril, des rendez-vous?
Un souvenir qui me poursuit sans cesse
Bonheurs fanés, cheveux au vent
Baiser volés, rêves émouvants
Que reste-t-il de tout cela?
Dites-le moi
Un petit village un vieux clocher
Un paysage si bien caché
Et dans un nuage le cher visage
De mon passé
(Charles TRENET / Léo CHAULIAC)
terça-feira, maio 29, 2007
em construção
templo da sagrada família, barcelona, setembro de 2006
(hoje irritei-me. muito. concluo, mais uma vez, embora ninguém me acredite, que para manter a sanidade tenho de me afastar das pessoas. destas pessoas. mas, por enquanto, a única coisa que posso fazer é reconstruir o meu templo. a começar pelo interior.)
quarta-feira, maio 23, 2007
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