quinta-feira, fevereiro 20, 2014

intensidade



com
Adèle Exarchopoulos 
 Léa Seydoux

de

Abdellatif Kechiche





quarta-feira, fevereiro 19, 2014

wondering


Albert Arthur Allen, Untitled, 1916

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

pirilampos



deito-me e fragmentos de poesia aparecem 

queria varrê-los da minha memória porque são passado

e não tenho a energia e talento para os sublimar em arte.

são só imagens, preciosas, belas, únicas, momentos de ternura, luz, prazer, solidão, vida, lágrimas, amor e perda, tudo ao mesmo tempo.

eu sei que vão deixar-me um dia.
talvez se transformem em pequenos pontos de luz na memória densa, pirilampos de saudade, estrelas mortas mas brilhantes e belas enquanto desaparecem.

um campo de malmequeres no coração como uma vez li num livro.
um cemitério de sonhos e esperanças, onde nos sentamos para prestar homenagem à parte de nós que desapareceu.

o luto é sempre poético e kitsch e poético.
como todas as cartas de amor são ridículas.

preciso, mas não sei como, guardar todas estas imagens sem as ferir.

talvez, por enquanto, colocá-las num cofre "que se não pode fechar de cheio"
e deixá-las lá

à espera do "vento que as mereça".


domingo, fevereiro 09, 2014

ausente


Jamie Hawkesworth

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

soneto

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinicius de Moraes