"Infelizmente, a vida não podia parar naquela lírica indecisão."
Miguel Torga
Novos Contos da Montanha
segunda-feira, maio 24, 2010
domingo, maio 23, 2010
sábado, maio 15, 2010
quarta-feira, maio 12, 2010
dedos
"Examinei as mãos dele, dedo a dedo, como as mães que verificam se os filhos recém-nascidos têm os dedinhos todos, é perfeito, dizem, e respiram de alívio.
Depois beijei-o. Não senti nada. O coração permaneceu tranquilo, nem um ligeiro sobressalto, nada. Beijei-o de novo, insisti na pele, no cheiro, na sensação táctil das mãos entrelaçadas. Nada.
Que pena, pensei antes de nos separarmos, tínhamos o mesmo sentido de humor, o que é tão raro.
Olhei para trás, vi-o afastar-se mas não o chamei.
Afinal talvez seja a mim a quem falta um dedo."
Depois beijei-o. Não senti nada. O coração permaneceu tranquilo, nem um ligeiro sobressalto, nada. Beijei-o de novo, insisti na pele, no cheiro, na sensação táctil das mãos entrelaçadas. Nada.
Que pena, pensei antes de nos separarmos, tínhamos o mesmo sentido de humor, o que é tão raro.
Olhei para trás, vi-o afastar-se mas não o chamei.
Afinal talvez seja a mim a quem falta um dedo."
segunda-feira, maio 10, 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)


