domingo, maio 10, 2009
sábado, maio 09, 2009
quinta-feira, maio 07, 2009
corpo poético
"El análisis de los movimientos, por último, saca a la luz algunas leyes generales que yo resumiría de la siguiente manera:
1. no hay acción sin reacción;
2. el movimiento es continuo, avanza sin cesar;
3. el movimiento proviene siempre de un desequilibrio a la busqueda del equilibrio;
4. el equilibrio mismo está en movimiento;
5. no hay movimiento sin punto fijo;
6. el movimiento pone en evidencia el punto fijo;
7. el punto fijo también está en movimiento.
Estos principios pueden completarse con las resultantes del juego permanente entre equilibrio e desequilibrio de las fuerzas, que son las oposiciones (para mantenerse de pie el hombre se opone a la gravedad...), las alternancias (el dia se alterna con la noche, como la risa con el llanto...), las compensaciones (llevar una maleta en el brazo izquierdo obliga a compensar el peso levantando el brazo opuesto...)."
Jacques Lecoq, "El cuerpo poético"
terça-feira, maio 05, 2009
Labirinto
E o alcácer abarca o universo
E não tem nem anverso nem reverso
Nem externo muro nem secreto centro.
Não esperes que o rigor de teu caminho
Que teimosamente se bifurca em outro,
Que teimosamente se bifurca em outro,
Tenha fim. É de ferro teu destino
Como teu juiz. Não aguardes a investida
Do touro que é um homem e cuja estranha
Forma plural dá horror à maranha
De interminável pedra entretecida.
Não existe. Nada esperes. Nem sequer
A fera, no negro entardecer.
"O Elogio da Sombra", Jorge Luís Borges
Este post contém liguagem considerada chocante
A primeira vez que comprei este livro foi num hipermercado. Não no que agora proibiu a sua venda, mas na concorrência. Não me lembro se já tinha ouvido falar ou se foi a primeira página que me entusiasmou. Li-o de uma assentada. Ainda por cima tinha tido recentemente um seminário intensivo com uma carismática professora brasileira, uma senhora com quase 80 anos, e automaticamente passei a ouvir a voz dela enquanto lia, o que tornou a leitura ainda mais divertida!
A segunda vez que o comprei foi numa livraria, para oferecer. Quando fui pagar o rapaz da caixa olhou para mim com uma cara de espanto, começou a dizer coisas sem sentido, e que o “livro tinha erros”... parecia querer convencer-me a não o comprar... disse-me até que "dentro do mesmo género gostava mais do “O meu pipi”, que estava com muita saída". Nunca li, mas não acredito que seja melhor que "os budas"...
Aqui fica um pequno excerto:
(…) "Aliás, fode-se muito bem em Portugal, ao contrário do que eu suponho ser a opinião generalizada. Mas eu quase nunca gozava com o Zé Nuno, porque, no momento culminante, ele urrava “não t’acanhes, não t’acanhes!”, e meu ponto G acionava o disjuntor no ato, eu entrava em crises de riso e depois roçava a bunda dele, ele adorava, embora fosse machíssimo como todo português, inclusive os veados – paneleiros, para ficar com a usança portuguesa e emprestar alguma cor local à narrativa -, os paneleiros que se juntam nos arredores do Campo Pequeno, onde se fazem ash curridash d’toirosh em L’shboa e vão trabalhar como forcados, que são uma espécie de veados parrudos que vão enfrentar os touros no peito. "
João Ubaldo Ribeiro, "A casa dos Budas Ditosos"


