sexta-feira, maio 23, 2008

portas abertas

"Por não saber quando chegaria o amanhecer, abri todas as portas."



Emily Dickinson

sexta-feira, maio 16, 2008

canções e momentos





Há canções e há momentos
Eu não sei como explicar
Em que a voz é um instrumento
Que eu não posso controlar
Ela vai ao infinito
Ela amarra todos nós
E é um só sentimento
Na platéia e na voz
Há canções e há momentos
Em que a voz vem da raiz
Eu não sei se quando triste
Ou se quando sou feliz
Eu só sei que há momentos
Que se casa com canção
De fazer tal casamento
Vive a minha profissão

quarta-feira, maio 14, 2008

mergulho

Superfície, mergulho, superfície.

o céu excessivamente azul, o sol a ser milhares de brilhos na água.

domingo de manhã no parque ao sol, entre pais divorciados a passear as crianças e quarentonas de fato de treino, vi aqueles dois, ela as mãos na cara, ele a olhar os cartazes “arrenda-se” nos prédios ao longe.

não encontro o momento nem o lugar para me transformar, não pertenço a nada nem a ninguém, se calhar nem a mim, olho o rio e apetece-me dizer ou melhor gritar, o que quiserem, façam o que quiserem, merda, porque os Himalaias são longe, tão longe como eu, tão cheia de imagens e memórias e palavras

sempre entre o mergulho e a superfície, a inventar vidas, a mentir, a levar-me para outro sítio, eu a fazer de conta, a olhar e inventar, não acreditem em nada, só nas mãos que teclam, só nas mãos que tocam, só nas mãos que abrem

Superfície, mergulho, superfície.

sexta-feira, maio 02, 2008

shine on you crazy diamond






Remember when you were young, you shone like the sun.
Shine on you crazy diamond.
Now there's a look in your eyes, like black holes in the sky.
Shine on you crazy diamond.


You were caught on the crossfire of childhood and stardom,
blown on the steel breeze.
Come on you target for faraway laughter,
come on you stranger, you legend, you martyr, and shine!


You reached for the secret too soon, you cried for the moon.
Shine on you crazy diamond.
Threatened by shadows at night, and exposed in the light.
Shine on you crazy diamond.


Well you wore out your welcome with random precision,
rode on the steel breeze.
Come on you raver, you seer of visions,
come on you painter, you piper, you prisoner, and shine!


Nobody knows where you are, how near or how far.
Shine on you crazy diamond.
Pile on many more layers and I'll be joining you there.
Shine on you crazy diamond.


And we'll bask in the shadow of yesterday's triumph,
sail on the steel breeze.
Come on you boy child, you winner and loser,
come on you miner for truth and delusion, and shine



domingo, abril 27, 2008

invisível

invisível não me perco pelas ruas mas em mim

está escuro e não sei

o silêncio e a porta que não abri

onde estavas tu e a tua mão aberta

ao desejo invisível do corpo

aqui há arvores e sonhos e nuvens e pessoas

perdida invisível em mim não sei

talvez caída atirada perdida numa vala

o abismo que não vi invisível e perdida

nas ruas não me perco mas em mim

não nos pensamentos mas na vida

perdida que não vai por onde a guio

não vai não vai não vai

invisível onde os sonhos fugitivos e escuros

estou perdida e não me vês amor perdida

no escuro não me perco mas em mim

e nas ruas eu perdi e perderam-me

e eu invisível de mim não sei mais não sei mais

o escuro e o meu corpo e o escuro

nas tuas mãos nem o amor invisível

e eu perdida perdida perdida

não sei por onde ando

mas deve ser por aqui dizem

que encontro as tuas mãos invisíveis

onde não me perco mas em mim

quinta-feira, abril 24, 2008


este foi o livro com o qual eu aprendi o que foi o 25 de Abril.
não sei onde se encontra, mas está aqui, no centro de documentação 25 de abril da universidade de coimbra.